
image by Torqual
o vento deformou o traçado da areia. é mais difícil ver o curso de água. lá de cima. manhã solta já.
apura o olhar no enfrentar da luz. cansam-se os olhos. o ar assobia ritmos estranhos nos canais das dunas.
- hoje é o dia dele. do elemento ar.
e neste constatar quase sufoca. o pó avermelhado invadiu-lhe a garganta. as narinas. deitou-se então ao chão e rolou duna abaixo. criança a embalar-se e a escorregar.
quando sentiu a dureza da pele do rio seco é que se ergueu. teria ainda muito por andar.
uma nesga de verde no horizonte garantia-lhe o caminho certo.
apura o olhar no enfrentar da luz. cansam-se os olhos. o ar assobia ritmos estranhos nos canais das dunas.
- hoje é o dia dele. do elemento ar.
e neste constatar quase sufoca. o pó avermelhado invadiu-lhe a garganta. as narinas. deitou-se então ao chão e rolou duna abaixo. criança a embalar-se e a escorregar.
quando sentiu a dureza da pele do rio seco é que se ergueu. teria ainda muito por andar.
uma nesga de verde no horizonte garantia-lhe o caminho certo.
- o tempo é meu. caminho passo a passo pelo meu rio na areia.
não pensou em cansaço. só na água. a que seguraria nas mãos. como quem reza.
a magnífica água de purificar e de beber.
não pensou em cansaço. só na água. a que seguraria nas mãos. como quem reza.
a magnífica água de purificar e de beber.

image by jameshervey
