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25 novembro 2009

chuva ou

das Hienas.

watching rain by MagdaMontemor
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é chuva?

é chuva sim. calma. constante.
da que penetra a Terra e fertiliza
chuva da cor de lágrimas sem sal
de quando as almas choram em uníssono
desenbargando as palavras que calavam

do silêncio ela sabe e do choro guardado
das palavras sem som sabe também
e da terra ou o seu corpo esventrado
e depois desertado
como o de um animal que os predadores
abandonaram saciados
e ainda estremece ansiando a morte. total.

agora chove. sem perigo de inundar
chove-lhe sobre o rosto levantado
para aquele céu de almas a chorar

no Outono parte da vida apodrece para voltar a nascer
reciclada
assim seja pois com as partes do seu corpo
espalhadas
apodreçam unidas num passado

em nenhuma Primavera que vier ela as quer re-encontrar
para que não lhe doa mais o ventre
a dentes de carnívoro, trocidado
quando ainda tremia fremia de vida.

por amar!



madalena pestana (aka - magda montemor)

29 outubro 2009

festa!



foto de Magda Montemor



que bom deixar para trás o passado. todo.

com a naturalidade com que o sol desce no horizonte

a cada dia.


19 junho 2009

Nómada


image by Michal Karcz


no mistério da estrada o incógnito. absoluto

nem uma só palavra. desleixada. perdida

a desvendar passados. longínquos tal o tempo

absortas as árvores apelam novos rumos

...e o vento passa longe!

transporta no cinzento das nuvens

a espessura dos sonhos


by Brian Kerr

silêncio a silêncio

construída a vazios. talhada osso em pedra

cresce a história dos homens.


aquela ou outra estrada gravaram-lhes os passos

esqueceram-lhes os sons

deixam marcas nas rochas

cantos de urgente voz. tecidos ardua-mente


houve pressa no erguer-se. lentidão em partir.


vindos. nascidos de onde?

rios em sulcos de pedra. caminham

para que foz?


06 junho 2009

coisas de fera-gente

art by snik38

os lobos uivam e é infindável o rio de sangue a crú que se derrama nas almas da cidade. reviu.

regressa. pés ainda feridos do correr.

no seu deserto sem nome nem país, uma ave acena. chegou enfim a casa.

é urgente dormir para amanhã, ao despertar, esquecer. matando esse passado. reganhando o direito a um presente. de paz.


image by benarts